Após o registro do desaparecimento de Adimilson Elias Sampaio, o “Dito”, de 41 anos de idade, a Polícia Civil de Teixeira de Freitas afirma que deu início a um trabalho intenso de investigação, objetivando prender o autor do crime. Uma equipe liderada pelo delegado Manoel Andreetta, do Núcleo de Homicídio e Tráfico (NHT), após diligências em uma propriedade rural, conseguiu encontrar ferramentas com vestígios de sangue e, no outro dia, localizou uma ossada humana, parte de uma prótese dentária e um botão.

A partir disso, o desaparecimento passou a ser tratado como homicídio, sendo descoberto que o irmão de Adimilson não aparecia na cidade há alguns dias, e após levantamentos foi constatado que ele havia se hospedado em uma pousada em João Neiva, no Espírito Santo, usando o CPF da sua mãe.

Com isso, foi pedida a prisão do acusado e um mandado acabou sendo expedido imediatamente pela Justiça. As investigações continuaram e foi descoberto que o suspeito estaria em uma residência em Aracruz-ES. Com apoio da Polícia Civil capixaba, o delegado Bruno Ferrari e investigadores do NHT, montaram cerco ao imóvel e acabaram prendendo Eulálio Elias Sampaio Neto, o “Neto”, de 35 anos de idade, que ao ser questionado sobre o crime, acabou confessando que, por ciúmes, brigou com o irmão, terminando por matá-lo com um pedaço de madeira.

Com uma extrema frieza, segundo a polícia, o acusado informou que colocou o corpo do irmão em uma caixa, arrastou-o até a parte baixa da fazenda, onde foi jogado gasolina e ateado fogo. Eulálio foi conduzido à carceragem da Delegacia Territorial de Aracruz (DT), e nesta terça-feira, dia 22 de agosto, uma equipe do NHT o recambiou até a sede da 8ª Coorpin, onde permanece preso à disposição da Justiça. Questionado, Eulálio, contou que matou o próprio irmão por ciúmes dele com sua esposa e admitiu ter contado com a ajuda de um comparsa.

“Ele ficava trazendo chocolate para minha mulher e deu um abraço nela, eu fui falar, ele achou ruim e me deu três panadas de facão, e depois ele foi para perto do galpão. Aí peguei um pedaço de pau e dei a primeira nele”, disse, completando friamente que levou o irmão para um determinado local, onde o corpo foi incendiado. O pior, que no dia 8 de agosto, Eulálio foi quem esteve na 8ª Coorpin, onde registrou o boletim de ocorrência do desaparecimento. Nesse dia, pelas investigações da Polícia Civil, Adimilson já estava morto e mesmo assim, Eulálio disse à família e também para a esposa que iria procurar o irmão. Depois disso não foi mais visto.

De acordo com informações da delegada Valéria Chaves, coordenadora da 8ª Coorpin, Eulálio será indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As investigações continuam e novas diligências serão feitas para tentar identificar o suposto comparsa que teria ajudado Eulálio Elias Sampaio Neto, o “Neto”, de 35 anos de idade, a executar o seu próprio irmão no interior de Teixeira de Freitas. (Por Ronildo Brito)

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