O major PM Edson Raimundo dos Santos, ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), na Rocinha, passou na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O oficial está preso no Presídio Vieira Ferreira Neto, após ter sido condenado a 13 anos e sete meses por envolvimento na tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza, assassinado em 2014, na comunidade da Rocinha.

O comandante prestou exame para a OAB com autorização judicial, no último dia 10, tendo sido aprovado. No entanto, não significa que o policial militar esteja apto para receber a carteira da OAB. Para isso acontecer, de acordo com a Subprocuradoria da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio,é necessário que ele primeiro entre com um pedido de inscrição do documento. Não há prazo estipulado de tempo para que isso ocorra, podendo levar até vários anos.

Depois que o pedido é feito, uma comissão de seleção da inscrição julga se o candidato cumpriu uma série de pré-requisitos, como estar em dia com as obrigações eleitorais e se tem idoneidade moral para receber o documento. Não atende ao requisito de idoneidade moral aquele que tiver sido condenado por crime infamante, salvo reabilitação judicial.

Além do major Edsonl, outros 11 PMs também foram condenados pela Justiça pela morte de Amarildo. O pedreiro sumiu após ser levado por policiais militares para ser interrogado na sede da UPP durante a “Operação Paz Armada”, de combate ao tráfico na comunidade, entre os dias 13 e 14 de julho de 2013. Seu corpo nunca foi encontrado.

Fonte : VarelaNoticias

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