O governador Rui Costa voltou no tempo ao falar, em entrevista à Carta Capital, sobre o presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (6). Fazendo duras críticas ao presidente, Rui comentou sobre a época em que Bolsonaro ainda era deputado federal, cargo que cumpriu por sete mandatos, entre 1991 e 2018, até se tornar Presidente da República.

Em tom cômico, o governador disse que brinca com alguns empresários sobre o fato de eles terem votado em Bolsonaro na época de sua candidatura para a presidência. Apesar de inciar a fala em tom de brincadeira, Rui deixou clara a sua revolta contra o presidente, relembrando momentos no Congresso Nacional.

“Vocês pegaram um deputado de 28 anos [no cargo] que nunca tinha se destacado em tema nenhum no Congresso Nacional, nunca tinha presidido comissão, nunca foi da mesa, nunca teve nenhuma participação expressiva. Eu fui deputado federal, [Bolsonaro] era alguém que sentava na última fila do Congresso Nacional, nas últimas cadeiras para ficar assistindo coisas no celular, no tablet. Não tinha a menor expressão, era tratada como coisa hilária quando ele subia para falar”, disse o governador.

“De repente você pega essa pessoa e coloca na presidência da república. Você vai esperar o que? Qual a expectativa q você vai ter do desempenho dessa pessoa? Eu não tenho expectativa nenhuma. Então eu acho que está mais do que comprovado isso, acho que passado esse momento, vai se intensificar o desejo que ele saia o mais rápido possível para não aprofundar o desastre no Brasil”, completou.

Rui ainda afirmou que não considera Bolsonaro como um presidente que possui competência e capacidade para administrar uma crise no país, como acontece atualmente com a pandemia. De acordo com o governador, o presidente devia pedir licença e passar meses afastado ou renunciar o cargo, porém, deixa claro que descarta a ideia de impeachment no momento.

“Apesar de eu considerar um desastre completo o seu exercício na presidência da república, se nós, nesse momento, paralisarmos o país institucionalmente para tratar do impeachment do presidente, nós vamos acentuar o número de mortes no Brasil”, explicou.

O governador ainda afirmou que, caso seja debatido o processo de afastamento do presidente em meio à pandemia, um colapso nas instituições será inevitável. Explicando que o processo de impeachment, atualmente, poderia comprometer o país, Rui diz que “quem vai pagar essa conta é a população mais pobre que, se já está morrendo muitas pessoas, se o povo já está sofrendo com o desemprego, com a crise, isso vai se acentuar”.

Fonte: VarelaNoticias

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